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Certa vez fui em companhia de meu pai a uma pescaria na barragem da hidrelétrica de Passo Fundo-RS. Lá chegando armamos o acampamento, era tardinha e meu pai em companhia de dois amigos foram tentar pescar embarcados, sobrando pra mim fazer o fogo. Como não tinhamos levado carvão, fui em busca de lenha, e para meu desespero não encontrava nada mais do que galhos finos, quando vi aflorando da água, bem perto da margem, uma árvore seca e a água estava baixando. Tentei por diversas vezes cortar um galho com o machado, até que o mesmo se desprendeu do cabo e caiu na água. Fiquei desolado, sem lenha e sem o machado. Voltei ao acampamento, fiz fogo com os galhos que consegui arranjar e, não tendo mais nada prá fazer, preparei um anzol e fui tentar pegar algum Jundiá na margem. Por coincidência, acabei parando na barranca bem perto onde havia perdido o machado, e, fiquei por mais de duas horas...   já estava
bem escuro e nada de peixe...
                             De repente... senti um leve puxão na linha e em seguida uma corrida com bastante força, me assustei com a violência e a força da corrida e puxei a vara com toda força,como era noite de lua cheia só vi o reflexo de algo que brilhou ao sair da água e devido a força passou sobre minha cabeça, logo após senti uma mordida em meu calcanhar,dei um pulo prá cima com os braços erguidos e acabei pegando duas pombas que passavam sobre minha cabeça no momento.Após passado o susto peguei uma lanterna e tentei entender o que tinha acontecido.
                            Como estava pescando Jundiá com um anzol pequeno, acabei fisgando um pequeno que ao correr passou por dentro do olho do machado, logo após uma Traíra que estava tentando pegar o Jundiá, o pegou, e eu acabei fisgando, trazendo o machado, a Traíra e o Jundiá pra fora dágua, o machado caiu bem em cima da cabeça de um tatú matando-o, e a Traíra soltou do Jundiá e acabou mordendo meu calcanhar. Ao sentir a mordida pulei e acabei pegando duas pombas no ar.
                              RESULTADO, recuperei o machado, peguei um Jundiá, uma Traíra, duas pombas e um tatú em uma só vez...
                           Observações: Como todo bom pescador, sou também muito mintiroso e grande apreciador de causos de pesca. Em uma próxima oportunidade contarei algumas 
histórias verídicas que aconteceram comigo em pescarias no Rio Paraná-Argentina, em Ituzaingó, local onde estarei indo em Junho/98.

GENTILEZA:

Eduard Kozak     E.Mail: kozak@car.st.com.br

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